terça-feira, 26 de julho de 2016

what the water gave me

5.5 km caminhando sobre pedra e areia, e finalmente encontrei.

No fim da trilha, no meio da tarde seca de julho, dentro de um poço profundo, na água gelada e calma, estava eu, e aquilo tudo que perdi em algum lugar incerto. 

Sem esperar ossos doerem, entrei, e saí, pra saber por onde andei, por onde não voltar, e que a turbulência ou tranquilidade são uma questão interior. 

Voltei pelos mesmos 5.5 km, respirando plenamente, com a certeza de que fui liberta. 

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