Foi como receber um abraço de um completo desconhecido.
Como alguém que nunca vi na vida fingir se preocupar comigo para fazer uma média e conseguir algo de mim, enquanto eu me perguntava como aquilo poderia ser pertinente.
Pra certas coisas não há volta. E ainda que houvesse, não seria batendo à minha porta no meio da noite aos prantos.
É uma forma estranha e até triste de constatar como tudo passa. Esse desespero já não era meu há muito tempo.
Tudo ficou pra trás, mesmo insistindo em continuar debaixo do meu nariz. Mesmo a raiva, a vontade de gritar, ou antes disso a angústia, ou antes a mágoa, e antes o amor. É curioso não encontrar sequer um vazio, nem sob estímulos e provocações dramáticas.
Não há apelo emocional capaz de demover uma consciência tranquila, uma alma em paz com um passado violento enterrado.
Fim.
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