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sábado, 31 de outubro de 2015

time has come

Às vezes é preciso sair da zona de conforto. 
Depois de uma manhã particularmente difícil, exaustiva, tirei todos aqueles papéis da gaveta. Chega de procrastinar.

É das coisas que matam, não das que fortalecem... e das coisas que eu poderia ter resolvido anos atrás, mas não. Certas coisas são difíceis, mas por mais convidativa que a inércia me seja, ela me intoxica e rouba, em todas as dificuldades cotidianas e esporádicas, nas frustrações acumuladas e em todo esse desânimo generalizado e crescente.

Houveram coisas mais complicadas, dias mais difíceis, e certamente já tive uma cabeça mais mórbida e infeliz. Talvez seja hora de equilibrar as coisas, todas elas. Minha mente (finalmente) sã não se sente confortável com todas essas limitações.

Uma hora a gente cansa. 
Até de estar cansado...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

vinte dias

Tem coisas que não cabem em vinte dias.

 Voltar à Lagoa do Peri, subir a Serra... Não coube, e provavelmente ficou pra outra vida. 

Mas em vinte dias cabe muita coisa. Como aquele livro de Toulouse Lautrec, posto de forma gentil e silenciosa sobre o parapeito da sacada. Como dormir duas vezes assistindo Donnie Darko, falas pausadas numa voz delicada, risos leves e tardes lentas num restaurante à beira-mar, um passeio silencioso de carro madrugada à dentro, com aquela playlist de pouco mais de três horas. Em vinte dias cabem tantas três horas, que enquanto você decorou as músicas que não conhecia, eu encontrei coisas perdidas há muito tempo numa das vezes que tocou Wild Horses.... e até aprendi o caminho de sua casa sem o GPS repetir freneticamente "curva suave à direita". 

Certas coisas não cabem em vinte dias. Mas deu tempo de trazer O Lobo da Estepe, a Norah Jones, Tolouse Lautrec... te deixar o Paganini... e ser bom.